E eis que bate a nostalgia…

 

O teu primeiro ano está a acabar e dás por ti a pensar em todas festas a que foste, em todos os amigos que fizeste e até em todos os records que bateste a beber penalties.

 

Aquele sorriso parvo não sai do teu rosto quando te lembras da inocência com que entraste na faculdade pela primeira vez e, finalmente, começas a perceber tudo o que mudou desde então. A comida da mãe ganhou um novo sabor, a roupa passada a ferro deixou de ter tanta importância e os horários de estudo foram ficando cada vez mais tardios.

 

Foto – Instagram @amor.de.estudante

Recordas também os amigos que não tinhas e que fizeste, a família que ganhaste e que esteve lá para ti em todos os momentos, fosse para te emprestar apontamentos ou te segurar na testa. Percebes que ovos mexidos afinal podem ser alimento suficiente e que as massas instantâneas às 4h da manhã sabem pela vida.

 

E então cai-te a ficha e percebes que temos de nos reinventar e adaptar àquilo que nos rodeia, pois só assim conseguimos desfrutar de todos os momentos que a vida oferece. É o aceitar que somos livres para nos construir sozinhos, largando a asa dos pais e voando em direcção àquilo que achamos certo para nós.

 

Agora, orgulha-te das tuas conquistas e sente cada pedacinho desta viagem. Saboreia todos os minutos em que, a suar ou a rapar um frio desgraçado, envergares o traje, tal como aproveitaste todos aqueles em que foste caloiro. Resigna-te com os livros que compraste e nunca vais ler e não dês importância às negativas que te apareceram na pauta: pensa antes que da próxima é que vai ser.

 

Parece que foi ontem que celebraste a tua entrada na faculdade e amanhã já vais estar a acabar o curso. Vive todos os pormenores, desde a discussão oral daquele trabalho chato ao jantar de curso, regado a brindes e amizades, e não percas tempo! Passa tudo muito depressa… Não percas nenhum segundo. Estes são os melhores anos da tua vida e, num piscar de olhos, perceberás que não vais ter outros iguais.

 

“Seguirei o meu caminho

Desta vez não estou sozinho

Sinto que o amanhã começa agora

Está na hora de acordar”

‘Alvorada’, TAFUL